Sexta-feira, 21 de Setembro de 2007

This is the end, my friends

Observando a vivência cibernética deste espaço, facilmente constatamos que dificilmente a VOX BLOGS MAGAZINE cumpriu o seu propósito. Uns dirão que por falta de tempo, outros que a motivação se foi esbatendo, outros até que o projecto nunca foi claro. Pode ser que seja isto tudo.

Apurar causas e responsabilidades não é o mais importante. O que importa é que este espaço já não cumpre serviço público. Não é a primeira vez que vejo um projecto colectivo chegar ao fim. A Cidadela dos Incultos que precedeu este espaço teve duas mortes virtuais (primeiro no blogspot e depois no wordpress), a Vox seguiu-lhe o exemplo.

Não vale a pena chorar sobre o leite derramado. Continuaremos todos ciberamigos. Até poderemos organizar jantares da vox. Uma espécie de encontro do liceu.

Por agora, o que era novidade se findou. Brevemente este blogue será direccionado para a «A Cidade Digital», um blogue pessoal destinado a falar da blogosfera e tudo aquilo que lhe é peculiar. Selecção de posts, análise de blogues, reflexões comportamentais, etc. Quem quiser contribuir com escritos relativos à blogosfera queira enviar por e-mail para: kontrastes.blogue@gmail.com.

A todos um muito obrigado!

Palavras Andarilhas 2007

17 a 23 de Setembroandarilhas 2007

Todos os anos, em Setembro, a cidade acorda ao som dos andarilhos.

São mais de duzentos e vêm de longe, em busca do lugar onde moram as palavras.

Chegam como uma revoada de pássaros, para se alimentar do mistério que é a palavra contada e escrita.

Os seus passos, ressoam pelas ruas e as suas vozes, entram pelas frestas das portas e janelas, pelas chaminés e desafiam, quem vive na cidade.

Este ano os caminhos dos andarilhos vão até à Praça da República onde encontrará a Feira do Livro e da Leitura IX Encontro dos Aprendizes do Contar,.

Bem vindos sejam os Andarilhos !


InfoMais em : Câmara Municipal de Beja


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VerLeituras: O MEC esteve na Festa do Avante!

Domingo, 16 de Setembro de 2007

Conotações Independentes| leituras digitais

Desporto Radical | Liberdade para Insultar?

Volta de novo à ribalta uma questão que me divide na lealdade que um gajo deve, por princípio, manter ao grupo ou comunidade a que está ligado por força de circunstâncias tão aleatórias como a terra onde nasceu.
Uma caricatura de Maomé, sempre ele, assinada por mais um nórdico bem humorado que, nesta ocasião em concreto, entendeu ter piada desenhar o profeta no corpo de um cão voltou a constituir pretexto para a reacção extremada dos que não acham piada a estas manifestações discutíveis do que defendemos “deste lado” como liberdade de expressão.

E é aqui que assumo o meu desconforto enquanto ocidental e cristão. Se por um lado defendo com unhas e dentes a liberdade de cada um exprimir as suas convicções, igualmente acredito no pressuposto que parte do encanto do usufruto da liberdade reside no discernimento necessário para não permitir que se extravasem limites que o bom senso deveria assegurar. Acaba onde começa a dos outros, ouço dizer…
Sou agnóstico e mesmo assim não deixaria de sentir como uma exibição de mau gosto ver uma figura como Jesus retratada nos mesmos propósitos com que o desenhador sueco entendeu insultar a sensibilidade de quem alimenta outra fé.

Por isso considero este tipo de provocações como isso mesmo, provocações gratuitas e desnecessárias. E considerando que nada tenho a ganhar com os pretextos fornecidos aos radicais que abomino (de qualquer fé ou convicção) para se constituírem uma ameaça medonha que já se revelou bem real, encaro o gesto do sueco como uma espécie de traição.Não vale tudo, no âmbito da defesa dos valores de que não abdicamos. E se não podemos comparar o assassínio de pessoas com a estupidez de insistir num insulto a valores de que outros igualmente não estão dispostos a abdicar, a questão não deixa de se colocar num plano que me desconforta como me leva a achar que interessa a alguém o resultado habitual destas atitudes levianas.

É que no meio desta guerra surda que arrasta toda a gente para lados opostos de uma barricada de forma artificial, moderados como radicais, os resíduos deste combustível vão borrifando consciências até ao ponto de ignição que se traduz na trampa de mundo que este estado de coisas constrói.
Sinto-me inimigo de crápulas capazes de explodirem de forma cobarde inocentes e, na maioria dos casos, civis. Qualquer que seja o pretexto ou a validade da indignação que motive tais gestos, não encontro na minha forma de sentir e de pensar uma única razão válida para justificar a desumanidade implícita num atentado terrorista ou na ameaça de morte com recompensa pecuniária na terra mais a (falsa?) promessa de paraísos no céu.

De igual forma hostilizo os paladinos de uma causa que deve ser a minha mas não abraço a qualquer preço, sobretudo se ao troco potencial estiver associada a repugnância instintiva ao desrespeito pelo outros que está presente também na expressão de liberdade idiota que o tal sueco escolheu.E não me sinto solidário de forma alguma com a sua euforia perigosa que aos olhos dos que se sentem melindrados só pode ser entendida como uma munição para as tomadas de posição que nos enojam.

Nesta situação concreta a questão da galinha e do ovo não se coloca e às reacções assassinas possíveis corresponde na origem uma ofensa que eu próprio entendo como tal.
E reduzindo as coisas a um plano mais simples, não contem comigo para cruzar os braços se alguém fizer de propósito algo de grosseiro com o objectivo claro e único de acicatar o pior em mim.
Agora é só vestirem a pele de quem, mesmo um jovem muçulmano sem ligações terroristas ou motivações para cruzadas, acredita num Deus e num livro sagrado e se vê confrontado com este tipo de provocação.

Talvez o “amigo” sueco não fique assim tão bem no boneco que resulta da publicação ponderada do insulto expresso com ignóbil clareza no seu.

Sábado, 15 de Setembro de 2007

Intelectuais e Cibercultura

CIBERCULTURA

Hoje lhes proponho uma interessante reflexão: "Intelectuais e cibercultura: além de apocalípticos e integrados" Um artigo conjunto de Maria Alzira Brum Lemos, João Baptista Winck e Hernani Dimantas. Investigadores Brasileiros que se interrogam sobre o papel dos intelectuais na cibercultura.
Para ler em:
IBASE

A não perder... Boas leitura

Conotações Independentes | Justiça Popular

O JN, através da sua edição online, coloca um inquérito aos seus leitores, procurando averiguar o sentimento popular relativamente à inocência do casal McCann. Os resultados, que podem ser vistos aqui, apontam para uma maioria descrente na inocência dos pais de Maddie. Isto é sinal de que a presunção da inocência e a objectividade se vão esbatendo ao sabor do desenrolar da cobertura mediática.

Corações na Atlântida | Empresários por conta própria?

Hoje a caminho do emprego passei por Belém a caminho do Restelo, por mera coincidência deparei-me com o espectáculo de um "empresário por conta própria" estar a descarregar uma carrinha de mulheres (ou míudas, visto aparentarem ter cerca de 20 anos) pela área, às 2 e 3 em casa esquina entre a Casa Pia e a Nacional 117.

Como saberão os leitores mais informados esta zona abunda em prostituição, curiosamente uma zona em que também abundam embaixadas e consulados estrangeiros, onde residem diversos embaixadores inclusive. Que bela imagem devem levar para os seus respectivos países do que vislumbram todos os serões às janelas das suas embaixadas: prostitutas a atacar na rua.

Uma volta pela zona e não senti propriamente como sendo cidadão dum país do primeiro mundo.

Desconheço a legislação portuguesa acerca da prostituição, recordo vagamente que foi aprovada uma qualquer lei fiscal permitindo às mesmas que passem recibos por "serviços prestados" de modo a serem incluídas no IRS, ou seja: a prostituição é ilegal, mas convém que as prostitutas paguem impostos.

Certamente que se tratará duma profissão liberal quando trabalham por sua conta, mas e nestes casos em que são ajuntadas como gado em carrinhas sendo destacadas nas respectivas zonas de "ataque" e, certamente, recolhidas depois terem ordenhado uma mão cheia de marmanjos (tanto os respectivos órgãos fálicos como as carteiras)?

Não seria mais progressivo a criação de um "distrito da luz vermelha" e uma legislação que assegurasse condições de segurança (ainda alguém se lembra do estripador de Lisboa?) para as senhoritas, com fiscalizações de modo a minorizar o efeito predatório dos chulos?

A prostituição não abona em nada a favor da condição humana, talvez abone ainda menos para quem a procura do que para quem a pratica, mas é um facto que existe, sempre existiu e sempre existirá, nem que seja pelo dinheiro fácil que origina.

Uma vez que, quer se goste ou não, existe, não seria melhor que fosse devidamente legislada? Nem que seja para não se constiparem ali à chuva nas noites de Inverno, ou mesmo de Verão que este clima anda de doidos...