Episódio I
Episódio II
Episódio III
Episódio IV
Os “dois tempos” rapidamente se transformaram em três, em quatro, em cinco tempos. O caminho “nunca de antes trilhado pelo homem branco”, estava coberto de latas de cerveja, caricas, beatas, papéis e caixas de preservativos vazias, ao melhor estilo da estrada para a Lagoa de Albufeira.
Com o raiar do Sol e o silenciar das cigarras venceu-se finalmente a Montanha, tendo os nossos heróis chegado à planície do Pent and Ado. A pausa para o pequeno-almoço serviu para o retemperamento de forças e para o delinear da estratégia. Os 4 cavaleiros tiveram que comer o que havia disponível nas suas sacolas e aquilo que a mãe natureza tinha para oferecer.
Talk deliciou-se com uma sandes de torresmo e um carioca de limão, Stylish comeu um croissant com doce de ovos e bebeu um galão, Seducer devorou umas Estrelitas e leite Meio Gordo da Mimosa… fresco, Charm bebeu um café aquecido na fogueira e comeu umas pernitas de coelho bravo.
- Bem… mais uma horita e estamos lá. Já pensaram em alguma coisa, há algum plano? Como pensam apanhar o Peres? – Questionou Sitting Bull Seducer enquanto bebia o leite sobrante do fundo da tigela.
- Não há muito para pensar. O Stylish é apavorante com a pistola. O Charm não dá hipnoses com a carabina. Tu és índio portanto todos têm medo de ti. Eu… bem eu… eu sou um estilo, os comancheros olharão para mim e pensarão: “Porra, este tipo tem um ar bastante “cool” e ainda por cima traz uma espada, deixa-me mas é render-me antes que seja tarde demais” – explicou Lucky Talk.
- Não deixa de ser uma verdade inquestionável – referiu Stylish sentado numa cadeirinha de plástico, cruzando as pernas – no entanto seria bom delinearmos algo, um género de plano, nem que seja simplesmente uma orientação de ideias.
- E que tal isto: Chegamos lá, dizemos que somos uma banda de Country Punk Rock, cantamos, vemos quantos eles são, embebedamos os gajos e depois trazemos o Peres preso. Claro que o Stylish, eu e o Talk temos que ir mascarados, para não sermos reconhecidos – disse de forma sucinta Búfalo Charm.
- Parece-me uma boa ideia – disse Stylish the Kid.
- Sim, sim – confirmaram os outros dois, entusiasmados.
Com o estômago composto e o plano esboçado os quatro companheiros rumam agora para norte, a caminho do esconderijo de Peres Pestana. O Sol já ia alto no céu, o calor começava a fazer-se sentir, nada de nuvens, nada de brisas, nada de sombras. De repente Lucky Talk pára o cavalo e exclama em tom enervado:
- Porra pá. Com é que vamos fazer de Country Punk Rockers se não temos instrumentos musicais?
- Eu trago o meu pífaro e o meu bandolim – exclamou o índio Seducer.
- Eu trago uma lata de tinta vazia e dois pauzinhos chineses – disse Stylish the Kid.
- E eu venho sempre acompanhado do charme… da voz… e da minha gaita-de-beiços – referiu Búfalo Charm.
Com o semblante já modificado, expondo um largo sorriso Lucky Talk afirmou:- Bem… pensando bem, eu trago duas colheres. E vocês sabem o som que se tira de duas colheres. Quando bem tocadas atingem níveis de criatividade musical elevadíssimos, grandes mestres utilizaram colheres nas maiores salas de música da Europa, inúmeros álbuns foram gravados, lembro-me daquela vez em que…bla bla bla bla bla bla bla bla.
(E aos poucos toda aquela conversa foi sendo transformada, diluída, confundida com o som dos cascos dos cavalos, pelos ouvidos dos outros três companheiros).
Com o raiar do Sol e o silenciar das cigarras venceu-se finalmente a Montanha, tendo os nossos heróis chegado à planície do Pent and Ado. A pausa para o pequeno-almoço serviu para o retemperamento de forças e para o delinear da estratégia. Os 4 cavaleiros tiveram que comer o que havia disponível nas suas sacolas e aquilo que a mãe natureza tinha para oferecer.
Talk deliciou-se com uma sandes de torresmo e um carioca de limão, Stylish comeu um croissant com doce de ovos e bebeu um galão, Seducer devorou umas Estrelitas e leite Meio Gordo da Mimosa… fresco, Charm bebeu um café aquecido na fogueira e comeu umas pernitas de coelho bravo.
- Bem… mais uma horita e estamos lá. Já pensaram em alguma coisa, há algum plano? Como pensam apanhar o Peres? – Questionou Sitting Bull Seducer enquanto bebia o leite sobrante do fundo da tigela.
- Não há muito para pensar. O Stylish é apavorante com a pistola. O Charm não dá hipnoses com a carabina. Tu és índio portanto todos têm medo de ti. Eu… bem eu… eu sou um estilo, os comancheros olharão para mim e pensarão: “Porra, este tipo tem um ar bastante “cool” e ainda por cima traz uma espada, deixa-me mas é render-me antes que seja tarde demais” – explicou Lucky Talk.
- Não deixa de ser uma verdade inquestionável – referiu Stylish sentado numa cadeirinha de plástico, cruzando as pernas – no entanto seria bom delinearmos algo, um género de plano, nem que seja simplesmente uma orientação de ideias.
- E que tal isto: Chegamos lá, dizemos que somos uma banda de Country Punk Rock, cantamos, vemos quantos eles são, embebedamos os gajos e depois trazemos o Peres preso. Claro que o Stylish, eu e o Talk temos que ir mascarados, para não sermos reconhecidos – disse de forma sucinta Búfalo Charm.
- Parece-me uma boa ideia – disse Stylish the Kid.
- Sim, sim – confirmaram os outros dois, entusiasmados.
Com o estômago composto e o plano esboçado os quatro companheiros rumam agora para norte, a caminho do esconderijo de Peres Pestana. O Sol já ia alto no céu, o calor começava a fazer-se sentir, nada de nuvens, nada de brisas, nada de sombras. De repente Lucky Talk pára o cavalo e exclama em tom enervado:
- Porra pá. Com é que vamos fazer de Country Punk Rockers se não temos instrumentos musicais?
- Eu trago o meu pífaro e o meu bandolim – exclamou o índio Seducer.
- Eu trago uma lata de tinta vazia e dois pauzinhos chineses – disse Stylish the Kid.
- E eu venho sempre acompanhado do charme… da voz… e da minha gaita-de-beiços – referiu Búfalo Charm.
Com o semblante já modificado, expondo um largo sorriso Lucky Talk afirmou:- Bem… pensando bem, eu trago duas colheres. E vocês sabem o som que se tira de duas colheres. Quando bem tocadas atingem níveis de criatividade musical elevadíssimos, grandes mestres utilizaram colheres nas maiores salas de música da Europa, inúmeros álbuns foram gravados, lembro-me daquela vez em que…bla bla bla bla bla bla bla bla.
(E aos poucos toda aquela conversa foi sendo transformada, diluída, confundida com o som dos cascos dos cavalos, pelos ouvidos dos outros três companheiros).
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